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Chips em humanos: curiosidades por trás desse método controverso

A princípio, para alguns a possibilidade de colocar um chip em si mesmo é quase nula. Porém, diversas pessoas espalhadas pelo mundo já possuem o dispositivo dentro de si. Muitos dos aparelhos já permitem pagar contas sem dinheiro ou cartão, já outros dão acesso ao local de trabalho sem a necessidade de um cartão de entrada. Confira as curiosidades e as atuais novidades sobre o uso de chips em humanos.

Elon Musk planeja implantar chips em humanos em 2022

O co-fundador da Neuralink, Elon Musk, anunciou a alguns anos que planeja implantar chips cerebrais em humanos. A primeira previsão era de que isso acontecesse ainda em 2020. Porém, o cronograma de Musk foi oficialmente atualizado e os primeiros experimentos devem começar neste ano de 2022.

Em entrevista ao The Wall Street Journal que ocorreu no último mês de Dezembro, Musk foi questionado sobre os planos da Neuralink em instalar os neurochips em humanos para este ano. “Esperamos ter isso em nossos primeiros humanos — que serão pessoas com lesões graves na medula espinhal, como tetraplégicos — no próximo ano, dependendo da aprovação do FDA”, disse Musk.

Até então, a Neuralink foi capaz de implantar, neurochips em porcos. Depois, os experimentos ocorreram, com sucesso, em macacos. A próxima etapa é a instalação dos chips do tamanho de uma moeda no cérebro humano. Vamos aguardar as próximas etapas! 

Chips em humanos que armazenam informações médicas

Com a chegada da covid-19 e a medicina pega de surpresa, fizeram com que toda a comunidade médica pensasse mais em métodos preventivos, e os chips foram uma das opções. Os chamados “biochips” são uma das apostas da medicina para a contenção de epidemias como a da Covid-19, por exemplo.

Dessa forma, pesquisas na área já indicam que os implantes no corpo poderão ser muito mais comuns no futuro. Thiago Bordini, diretor de inteligência cibernética da NewSpace, trabalha em pesquisas voltadas para o uso de biochips para o armazenamento de informações médicas.

No entanto, Bordini afirma que a utilização dos chips para diagnósticos de doenças como o coronavírus ainda está restrita ao futuro. Até o momento, os biochips não são autônomos. Ou seja, precisam de algum tipo de estímulo, como a informação transmitida via frequência de rádio para que possam transmitir dados. Segundo o pesquisador, no entanto, é o cenário atual. Para o diretor da NewSpace, é questão de tempo para que pesquisadores avancem nesse sentido. 

Microchips que permitem pagar sem dinheiro ou cartão

Neste trem, é possível pagar o bilhete com a mão. Foto: SJ Railways / BBC News Brasil
Neste trem, é possível pagar o bilhete com a mão – Foto: SJ Railways / BBC News Brasil

Em 2018, a Suécia se tornou manchete em diversos portais por se tornar o país com mais implantes de chips em humanos. De acordo com um relatório da AFP de maio de 2018, apontava que mais de 3 mil pessoas implantaram o chip. Parte desse número implantou um chip para realizar pagamentos contactless (sem contato), uma prática especialmente comum na Suécia, onde apenas 1% do valor de todas as transações foram feitas com dinheiro.

O dispositivo implantado na mão entre o polegar e o indicador, possui o tamanho de um grão de arroz. Dessa forma, que algumas transações ocorreram dentro de trens, passageiros tinham o dinheiro nas mãos (literalmente). A companhia nacional de trens SJ, a maior da Suécia, foi a primeira do mundo a aceitar esse tipo de pagamento. Quando passava o cobrador, alguns passageiros apenas colocavam a mão perto do smartphone do funcionário, que ficava com o aplicativo de pagamentos aberto.

Microchip em funcionários

chip em humanos

Esse debate sobre chip em funcionários foi bastante discutido do ponto de vista de até onde as empresas podem controlar seus funcionários. Mesmo com todas as controvérsias a Epicenter, uma empresa de Estocolmo, na capital da Suécia, possui colaboradores que possuem microchips implantados.

Segundo a startup sueca, o chip é “passivo”, ou seja, ele guarda informações que podem ser lidas por outros dispositivos, mas não é capaz de ler essas informações. O implante funciona por meio da tecnologia NFC, a mesma encontrada em smartphones e cartões de crédito. Ao ser ativado por um leitor a poucos centímetros de distância, uma certa quantidade de dados é transmitida entre as duas plataformas via ondas eletromagnéticas. 

De acordo com o executivo, Patrick Mesterton, CEO da Epicenter, a tecnologia permite que os empregados abram portas automaticamente, liberem o uso de impressoras e comprem produtos em máquinas de autoatendimento. Além disso, Mesterton destaca que os funcionários não foram obrigados a implantar o chip, mas decidiram participar do experimento por livre e espontânea vontade. 

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Juliana Santana

Jornalista e fundadora do portal Gramofone Ativo

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