Videogame e cinema

Videogame e cinema: como as duas mídias vem se conversando nos últimos anos

Videogame e cinema: As adaptações são feitas desde que o videogame se tornou uma mídia de entretenimento tão poderosa quanto o cinema e a televisão. Seja da televisão/cinema para o videogame ou do videogame para o cinema/televisão. Isso se adaptação pode ser usado como o termo correto, já que houveram mais tentativas do que acertos de fato. 

No atual cenário de transmídia, o videogame vem se mostrando um cenário cada vez mais chamativo para grandes produtoras. Recentemente, por exemplo, foi anunciado que a série de games Assassins Creed ganhará uma adaptação pela Netflix – quatro anos depois da fracassada adaptação feita para o cinema.

Não só isso, como Uncharted teve suas gravações encerradas na última semana, Cyberpunk 2077 e SplinterCell podem ganhar série e Monster Hunter terá um filme para chamar de seu. 

Apenas com esses exemplos, é possível enxergar uma insistência do cinema em querer conversar diretamente com o público gamer. Além de tentar migrar o público entre os dois caminhos.

No entanto, as tentativas das produtoras cinematográficas vem se mostrando cada vez mais fracassadas. Indo de Sonic, passando por Tomb Raider, até Slenderman, não há uma adaptação concreta que agrade os dois públicos.

Muito disso se deve pela diferença destoante entre as duas formas de entretenimento. Enquanto nos games, o jogador acompanha uma história mais longa e “vive” o personagem, o cinema se mostra algo mais frio e mais distante. Não só porque o público não participa da história, como também precisa acompanhar um complexo universo em apenas duas, duas horas e meia

Videogame e cinema: A televisão pode salvar as adaptações? 

No entanto, a televisão – ou melhor, os streamings – podem se tornar uma maneira de uma adaptação mais completa. Com mais tempo de trabalhar a trama e até de envolver o público mais profundamente, as adaptações de games podem se sentir mais “em casa” a partir das séries. Isso, indo além das animações

Devido a complexidade dos games, tanto do universo quanto da narrativa em si, as versões em live action se mostram mais limitadoras. Por isso, muito se adaptou games através das animações, como Sonic, Street Fighter e Castlevania. A partir disso, os streamings podem se mostrar bem mais dispostos a conseguir realizar essas adaptações tão sonhadas, e em live action

A própria Netflix, por exemplo, vem investindo pesado nesse tipo de produção. Tanto que recentemente divulgou não só a série de Assassins Creed, mas também de Resident Evil, já com elenco definido. A ideia da produtora, nesse atual cenário, não é só realizar uma boa adaptação, mas também conquistar novos tipos de público para um futuro combate com outros serviços, como Amazon Prime Video e Disney+

É possível observar isso com as novas aquisições da produtora, indo de adaptações de quadrinhos famosos como a contratação de fortes nomes. Tanto do cinema – como Martin Scorcese – quanto da própria internet – como a influenciadora e cantora Manu Gavassi, por exemplo. 

Neste ponto, é possível observar uma movimentação entre as duas mídias para uma conversa saudável e lucrativa através das adaptações. 

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