As marcas são responsáveis pelos influenciadores que contratam | Arte por Moacir Alves/Klaus Aires

As marcas são responsáveis pelos influenciadores que contratam?

As marcas são responsáveis pelos influenciadores que contratam é uma reflexão que quero trazer aqui após o Monark, ex-apresentador do Podcast Flow (foi desligado no dia 8/2) citou como de forma “aberta” e até “positiva” sua visão sobre o Nazismo, essa afirmação já por si só não precisa ser explicada o quanto é errada e infeliz.

Sendo assim, voltamos aqui a falar do que tanto as pessoas cobraram as marcas nas redes sociais, como se cada marca estivesse financiando o Nazismo, mas não é bem assim.

As marcas são responsáveis pelos influenciadores que contratam, Vejam alguns Twittes sobre isso:

As marcas são responsáveis pelos influenciadores que contratam?
As marcas são responsáveis pelos influenciadores que contratam? – Imagens do Twitter

Com isso, a cobrança intensa das redes sociais deixam as marcas um pouco confusas sobre o caminho a seguir, ou mesmo de quem contratar. Na verdade, isso precisa ser feito bem antes de mesmo de se atrelar à um influenciador.

Dá para observar que o discurso de muita gente não muda do dia para a noite, se a pessoa é polêmica, ela vai demonstrar isso em suas postagens, vídeos, stories etc. Tenha certeza que o que esse apresentador fez é um reflexo de outros discursos de racismo, por exemplo, que já havia ido ao ar.

As marcas são responsáveis pelos influenciadores que contratam? Sim e não, elas devem estar conscientes do que esses produtores de conteúdo tem na bagagem, opinião política, posicionamento pessoal sobre algum aspecto importante para a empresa, então se quer surfar na onda perigosa o risco de queda e cobrança dos usuários e clientes é enorme… com  isso, é preciso estar preparado para o que possa vir depois do contrato.

Exemplo: uma empresa machista nunca deve contratar uma feminista só porque ela tem seguidores. Então é preciso olhar um pouco mais antes de apenas olhar a audiência de cada pessoa: fit com a marca, valores pessoais etc.

Até comentamos em uma entrevista minha com o Mauricio Meirelles onde as marcas não devem se levar tão a sério, e isso é super verdade, mas isso não pode acontecer quando você deseja a morte ao próximo (os Nazistas mataram milhares de Judeus pelo fato de se acharem superiores).

PS: Esses dois vídeos podem ser bem legais para pensar em conteúdo na hora de contratar influenciadores:

As marcas são responsáveis pelos influenciadores que contratam? – Como evitar os problemas.

Como comentei acima, monitoramento prévio dessas pessoas. Existem diversas empresas que fazem isso e elas poderão te dar um perfil individual de como esse influenciador se comporta e quais são as opiniões compartilhadas (e mais relevantes) do perfil.

Dito isso, ainda sim podem acontecer “erros” da parte dessa pessoa: lembro como se fosse hoje, as marcas chinesas quando contratavam minha antiga empresa de influenciadores, tinham contratos “elaboradíssimos”, justamente para evitar esse tipo de problema, pareciam aqueles formulários gigantesco da embaixada americana com tudo que não podemos fazer.

Além do não pagamento da campanha, se algo fosse feito diferente do que estava no contrato, ou falassem algo, era multa.

Sei que ninguém quer aplicar multa em ninguém, mas são práticas para proteger a sua marca, assim como o influenciador pode exigir do mesmo das empresas: ter certeza que não existe trabalho escravo, infantil, que os impostos estão sendo pagos.

Para ambos os lados é importante a certeza que os dois lados estão escrevendo algo juntos e em comum acordo, quanto maior a audiência e a empresa é preciso ter mais cuidado!

Isso não significa que a marca vai dizer o que o influenciador vai fazer, mas com certeza cada um precisa deixar claro no briefing qual seu limite. Se é um patrocínio fixo, colocar em contrato tudo que nunca deve ser dito, nosso famoso dont’s.

Para mim, o mercado de influência ainda é muito novo para ambos os lados. As pessoas acham que porque tem uma audiência podem falar o que quiser e do outro lado, as marcas não se preparam para tais desafios e acabam contratando apenas quem tem números. Está mais que na hora de profissionalizarmos ainda mais o nosso mercado!

Se está passando por isso, tem um vídeo nosso aqui sobre Crise de Marca, confiram:

Bons negócios.

 

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Texto de Talita Lombardi
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